Uma mulher de Porto Alegre vive com medo há mais de dois anos, apesar de ter solicitado mais de 15 medidas protetivas contra o ex-marido. Mãe de dois filhos, relata perseguições constantes, ameaças e sucessivos descumprimentos das determinações judiciais desde 2023. Ao longo desse período, precisou se mudar nove vezes para tentar escapar do agressor.

“Eu me mudava, ele me perseguia e eu tinha que chamar a polícia. Os moradores pediam pra eu sair das casas. E assim eu ia. Às vezes, por medo de ele pegar meu filho. Foram nove vezes até a última agora, em dezembro”, conta.

Ela afirma que, mesmo com o histórico de violência, a tornozeleira de monitoramento do homem foi retirada pela Justiça. “Ela tirou num dia, no outro ele estava lá”, relata.

A vítima diz que só conseguiu sentir segurança quando o ex-companheiro estava preso ou sob monitoramento eletrônico. Atualmente, está solto e sem tornozeleira — novo equipamento será instalado no homem em 11 de fevereiro, conforme decisão judicial desta sexta-feira (6).

Ela afirma que recebeu orientação da polícia de registrar os flagrantes de descumprimento. “Eu vou trancar ele no local que eu estou? Sentar pra tomar um café até a polícia chegar? Não existe isso. É lógico que ele vai fugir. Sempre que ele vê eu pegar o celular, ele foge”, relata.

Vizinho avistou suspeito escondido

Na quinta-feira (5), a situação voltou a se repetir. Um vizinho avisou que o suspeito estava escondido no mato, em frente à residência dela. A vítima acionou o 190 e o WhatsApp da Patrulha Maria da Penha, que já acompanhava o caso. A prisão ocorreu cerca de 10 minutos depois.

No entanto, ao ser levado à delegacia, o flagrante não foi homologado. “O delegado decidiu não homologar o flagrante e mandou eu ir pra casa, só me deu o papel da ocorrência”, relata.

fonte: G1


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