
TRAMANDAÍ – Um caso de imprudência e omissão de socorro choca a comunidade do Litoral Norte. O jovem Duan, de apenas 14 anos, foi vítima de um atropelamento na madrugada do dia 29 de janeiro, na Avenida Flores da Cunha, em Tramandaí. Mais de dez dias após o ocorrido, o condutor do veículo ainda não foi identificado.
O Momento do Acidente
Por volta das 00h30, Duan e sua mãe, Natália, caminhavam pela avenida em direção à Delegacia de Polícia (DP). O trajeto, que deveria ser por segurança, tinha um motivo amargo: o celular de Natália havia sido roubado momentos antes, e ambos buscavam registrar a ocorrência.
Repentinamente, um veículo branco atingiu o adolescente. Com a força do impacto, o jovem foi arremessado, resultando em uma fratura exposta na perna. Sem esboçar qualquer reação de auxílio, o motorista fugiu do local em alta velocidade.
Resgate e Atendimento
Em meio ao desespero e à solidão da madrugada, Natália contou com uma ajuda inesperada. Um morador de rua, sensibilizado pela situação, utilizou sua bicicleta para auxiliar no deslocamento do jovem até a UPA de Tramandaí.
Após os primeiros socorros, Duan foi transferido para o Hospital de Tramandaí, onde permaneceu internado e, dias depois, foi submetido a um procedimento cirúrgico para tratar as lesões.
Apelo por Justiça e Saúde Mental
Em entrevista ao Canal R1, Natália expressou a angústia que a família enfrenta. Além das sequelas físicas, a saúde emocional do adolescente preocupa a mãe.
“Ele era um menino muito ativo e agora não consegue fazer nada sem ajuda. O Duan está desenvolvendo um quadro de depressão devido à perda de sua autonomia”, relatou Natália.
A mãe também manifestou indignação com a impunidade, temendo que o responsável continue dirigindo e coloque outras vidas em risco. A Polícia Civil já iniciou as investigações e busca imagens de câmeras de monitoramento da região para identificar a placa do veículo branco.
Acompanhe a entrevista completa com Duan e Natália





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