A família de um paciente internado no Hospital Santa Luzia, em Capão da Canoa, denunciou a unidade após encontrar larvas na boca do homem durante visita à Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

Reni Farias da Silveira, de 68 anos, está internado em estado grave e aguarda transferência para Porto Alegre. A ocorrência foi encaminhada à Polícia Civil e ao Ministério Público.

Segundo os familiares, Reni deu entrada inicialmente em Xangri-Lá, no dia 24 de janeiro, com dores. Dois dias depois, foi transferido para Capão da Canoa com diagnóstico de compressão medular. A família relata que o quadro evoluiu com complicações, incluindo um acidente vascular cerebral (AVC) recente e infecção bacteriana.

No domingo (22), durante visita, os familiares afirmam ter percebido a presença de moscas no ambiente da UTI e que o ar-condicionado do leito estava desligado. A situação teria sido comunicada à equipe de enfermagem. Em documento entregue ao hospital, a família questiona por que a limpeza, segundo eles, só teria ocorrido no dia seguinte.

Após encontrarem o paciente naquela condição, os familiares buscaram assistência jurídica, registraram boletim de ocorrência e formalizaram denúncia ao Ministério Público. Eles pedem urgência na transferência para um hospital com estrutura especializada.

Em nota, o Hospital Santa Luzia informou que “adotou todas as condutas assistenciais necessárias e executou avaliação clínica imediata do paciente”. A instituição acrescentou que mantém “protocolos rigorosos de controle de infecção, higiene ambiental e segurança assistencial” e que apura as circunstâncias do episódio para implementar medidas adicionais, se necessário.

Questionada pela reportagem, a Secretaria Estadual da Saúde informou que o nome do paciente está no Sistema de Gerenciamento de Internações Hospitalares e que ele “aguarda a disponibilização de leito adequado ao seu quadro clínico”.

A advogada da família, Daiana Soraya da Silva, afirma que o paciente só teria sido incluído no Sistema Estadual de Regulação dias após a internação, mesmo já apresentando quadro grave. Segundo ela, a regulação ocorreu apenas após pressão dos familiares.

Fonte: Litoral Notícias


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